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E se os bancos fossem mesmo regulados?

Neste podcast, voltamos à nossa proposta para separar a banca de investimento da banca comercial. Analisamos as crises bancárias, a desregulação da banca, as letras miudinhas dos contratos, o abusivo poder da banca no nosso dia a dia. Podcast essencial para compreender como somos levados ao engano diariamente e porque é que todos os partidos defendem separar a banca mas nunca o fazem. Podcast com Marisa Filipe, Eduardo Proença e Pedro Lopes. Edição de João Massena.

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Que perigos enfrentam os imigrantes em Portugal?

A Covid1 9 colocou-nos a todos à prova mas nem todos enfrentamos esta tempestade com as mesmas condições. a mesma tempestade mas não estamos todos no mesmo barco. Viver esta pandemia numa quinta ou num apartamento é diferente de atravessar esta calamidade numa pensão no areeiro, em quartos lotados, situação enfrentada por imigrantes em Portugal e que todos assistimos nas nossas TV, resguardados. Que perigos enfrentam as comunidades imigrantes no nosso país? Em Portugal, segundo dados atuais, a maior comunidade migrante é a comunidade brasileira. Residem no nosso pais 151 mil brasileiros e, se a língua nos une, o que nos separa? Que desafios e perigos enfrentam hoje os brasileiros migrantes em Portugal? Para nos guiar nesta conversa, convidámos Cynthia de Paula, presidente da Casa do Brasil, para uma conversa dura mas urgente.

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Que retiramos desta lição, que futuro nos darão?

Photo by Markus Spiske from Pexels

Ao fim de mais de 100 anos ninguém estava preparado para uma pandemia. Até ver, a letalidade não ameaça a sobrevivência da espécie, longe disso. Ao dia de hoje, algures entre 4 e 5 meses do paciente zero, o número total de mortos pouco passa dos 200 mil.

Podemos dizer que 200 000 é muita gente, mas numa escala 7 781 000 000 de habitantes no planeta, não ameaça a nossa existência. Como referência, para o dia de hoje nasceram 380 mil novos cidadãos do mundo face a 159 mil mortos o que quer dizer que nascem mais do dobro dos que morrem, mesmo a meio de uma pandemia.

Descobrimos que nenhum país do mundo tem equipamento médico suficiente para atender a sua população, nem enfermeiros, nem médicos, nem hospitais, nem medidas de contingência, nem economia que resista um mês sem operar.

Se o SNS e os SNS’s do mundo estivessem preparados, não teríamos um Estado de Emergência, apenas condicionaríamos a liberdade de movimentos aos que pelas razões conhecidas são mais frágeis a este vírus enquanto os restantes, passariam pelo vírus como com qualquer outro vírus, daqueles que vamos ao médico e ele nos responde “é uma virose que anda para ai…”.

Descobrimos que há políticos e políticos, uns que não disfarçam a sua incompetência, outros que não disfarçam a sua ideologia, outros que não disfarçam que servem os cifrões e as pessoas são meros instrumentos e outros que se destacam positivamente a meio da adversidade mesmo quando menos se esperava.

Mas há outras coisas que tenho descoberto e até gostaria de ter acesso a mais dados para perceber a cadeia de riqueza.

Quando a pandemia chegou a Portugal e se começou a perceber que não era mito urbano, foi anunciado que os testes custariam entre 100 e 200€.

Não passou muito tempo para que as noticias nos informavam que por terras lusas se procuravam novos reagentes para que o teste tivesse um custo de 30€ e noticia mais recente indica-nos precisamente isso.

Recorro agora ao poligrafo porque me poupa uma quantidade imensa de números, mas resumindo, quando começou a pandemia e se começaram a contas espingardas que para o efeito serão ventiladores, o preço avançado foi entre os 10 mil e os 20 mil euros por unidade. Nesta mesma verificação de veracidade pelo poligrafo é dito categoricamente que é mentira que um ventilador custe 3500€ e eu acredito que não exista nada à venda por esse preço, no entanto, a Marinha Portuguesa tem um protótipo com o custo de 1500 euros. Assumo que seja preço de custo sem margens de lucro necessárias para manter uma empresa privada em funcionamento, mas mesmo que fosse de 100%, custaria 3000 euros.

Isto são apenas dois exemplos apanhados pelo meio de uma pandemia que levantam duas questões:

Em ambos os exemplos apresentados, as soluções foram nacionais e criadas em menos de um trimestre.

Pergunta: porque compramos tanto produto internacional se afinal podemos produzir por cá?

Em ambos os casos, os valores propostos são francamente inferiores aos praticados em mercados a que recorremos porque alegadamente são mais baratos por força de uma mão-de-obra exploratória.

Pergunta: Porque andamos a pagar aos chineses se afinal, produzir por cá, é mais barato, mesmo pagando salários mais elevados, mesmo com impostos do mais elitista que há pelo mundo?

Como diria o Prof. Dimas de Almeida, uma crise é uma oportunidade e esta é o momento histórico mais revelador das últimas décadas.

É oportunidade de a União Europeia demonstrar se é uma união ou um grupo de interesses económicos e individuais em que o todo não é igual à soma das partes.

É oportunidade de compreender que o tecido social, nomeadamente educação e saúde, afinal estão muito aquém do necessário e que uma solução privada NUNCA dará resposta adequada à rés pública porque compromete fortemente a sua natureza de gerar lucro.

É oportunidade de compreender que dependemos em quase tudo de terceiros e se essa lição ficar aprendida, a primeira coisa a fazer é precisamente engrossar o tecido industrial, apostado numa indústria de futuro com foco tanto no mercado interno como nas exportações.

Apesar da baixa mortalidade, facto é que o mundo foi colocado em standby ainda por tempo indeterminado. Não sabemos quando passará, se teremos nova vaga, se os que contraíram o vírus são imunes para sempre ou apenas para uma temporada.

Sabemos que a humanidade não sentia um safanão desde o fim da 2ª Guerra Mundial e talvez seja um toque de despertador para mudar comportamentos individuais e colectivos.

Veremos o que aprende quem está no poder, quem escolhe quem está no poder, e o que aprendemos nós como indivíduos.

A polémica do 25 de Abril – mais um fait-divers em tempos de crise?

Neste episódio, discutimos a forma como os orgãos de comunicação social conduzem o debate público nacional: as suas prioridades, os protagonistas que valorizam, a forma como enquadram os assuntos relevantes ao país, e a sua relação com o poder económico. Como conseguir uma informação mais sóbria e plural?

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London calling: dos lares à cultura.

Conversa com a agente cultural Ana Baião a trabalhar numa residência sénior de Londres.

Ana Filipa Simões Baião, está em Inglaterra há 10 anos e neste trabalho há 3. Cá tirou a licenciatura em arqueologia e história, na FLUL, e fez o mestrado de Museum Cultures no Birkbeck College University of London. Na residência sénior funciona como agente cultural. Organiza eventos com os utentes, como idas a óperas, teatros, e faz uma série de actividades culturais nas áreas comuns da residência.

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