MAPA – Movimento de Ação Política

Declaração pública de cidadania política

A Política, enquanto serviço para o bem comum, é tão antiga como a própria Humanidade. Cada cidadão é um político cuja ação se deve estender desde a vida no seu bairro até à saúde do seu planeta.

No entanto, os fenómenos de utilização abusiva e manipulação do poder político afastaram progressivamente – e erradamente – as pessoas dos centros de decisão e da participação no seu próprio destino.

Coabitamos numa democracia representativa, onde a eleição de representantes não pode justificar qualquer desresponsabilização – porque delegar não é, nem pode ser, ignorar.

Queremos contrariar a ideia e o sentimento de impotência que habitam em cada um de nós em relação às instituições públicas, que se agigantam sobre os cidadãos mas se encolhem perante certos interesses.

O nosso dever e a nossa responsabilidade, enquanto parte integrantes da sociedade, vão para lá do voto. Cabe aos cidadãos escrutinar quem os representa e apresentar alternativas que tenham em vista o bem comum.

E, assim, nasce o MAPA –  Movimento de Ação Política

O nosso propósito é claro: devolver a política à cidadania, defendendo os valores de um Estado de Direito Democrático, com respeito pela liberdade individual e pela justiça social.

O MAPA é um um movimento independente que pretende analisar, debater e intervir, para que objetivos políticos que visem de forma meritória o progresso, saiam do papel e para que interesses particulares e financeiros não prevaleçam sobre o bem comum.

Afirmamo-nos como uma ponte entre várias reflexões que conduzam a resultados efetivos, sem os constrangimentos limitativos da ação associativa ou partidária, refém de uma incapacidade generalizada de organização dos interessados e da dificuldade de dialogar entre si.

Queremos intervir na sociedade, construir pensamento de dentro para fora, atuar onde os partidos e associações falham – agindo por todos e para todos – o que só se consegue de forma arrojada, disruptiva e construtiva.

A audácia deste nosso propósito requer três ferramentas essenciais:

Refletir, dialogar, propor!

O pensamento requer reflexão. Neste movimento contamos com uma avidez inata pela análise do que nos rodeia, dos comportamentos, das causas, das necessidades.

A reflexão exige diálogo. É fundamental não estarmos fechados nas nossas próprias ideias. Temos  de sair da nossa zona de conforto, ouvir e desafiar a sociedade para construirmos, juntos, novas perspetivas. Queremos falar sem linguagem truncada, acessível a poucos e usada pelo bem de poucos e, por isso, inimiga da democracia. Todos os cidadãos têm a capacidade de entender todos os assuntos se os mesmos forem escritos e falados em linguagem clara e acessível.

E, finalmente, a reflexão e o diálogo só farão sentido se produzirem resultados. Tudo faremos para participar na construção de soluções e na apresentação de propostas concretas.

Está na hora de pôr a política no MAPA.

Lisboa, 27 de março de 2019

Promotores

Eduardo Proença

João Massena

Mariana Topa

Marisa Filipe

Pedro Lopes

Ricardo Alves

Rosa Barreto